11/10/2013 às 16h31 - Atualizado em 11/10/2013 às 16h31

Palácio Anchieta recebe exposição de Portinari a partir do dia 18 de outubro

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

DivulgaçãoUm dos maiores pintores brasileiros do século XX será tema de exposição no Palácio Anchieta. A mostra “Portinari na Coleção Castro Maya” apresentará 40 obras do artista e será aberta ao público no Salão Afonso Brás a partir do dia 18 de outubro até o dia 15 de dezembro, sempre de terça a sexta-feira, das 09 às 17 horas, e sábado, domingo e feriados, das 09 às 16 horas. A realização da exposição confirma o comprometimento do Governo com a disseminação da cultura para a população capixaba de forma gratuita.

A exposição celebra o reconhecimento de uma amizade antiga entre o pintor Cândido Portinari (1903-1962) e o mecenas e colecionador de artes nacionais Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). As obras que estarão no Palácio Anchieta foram adquiridas entre as décadas de 1940 e 1960, e foram transformadas em patrimônio público. Com isso, a Coleção Castro Maya se tornou o maior acervo público de obras do pintor. 
 
A mostra reunirá pinturas, desenhos, gravuras e documentos em três núcleos distintos. O primeiro, ‘Colecionador’, destaca a relação profissional entre os dois e reúne obras como Menino com Pião, O Sonho, A Barca, O Sapateiro de Brodósqui, Grupo de Meninas Brincando, Lavadeiras e Morro nº 11. O núcleo ‘Mecenas’ é o resultado das encomendas de Castro Maya ao artista e terá gravuras como Menino a Chupar Cana, Trabalhadores do Engenho, Retrato de Menino, Velha Totonha e Homem a Cavalo. Por fim, ‘Amigos’ tem foco sobre os registros, fotos, documentos e obras, como o Retrato de Castro Maya, que testemunham o afeto e as afinidades que uniram Portinari e Castro Maya.
 
Quem foi Portinari
 
Nascido em uma fazenda de café em Brodowski, no interior de São Paulo, Portinari cursou apenas o primário. Apesar da origem humilde, desde cedo manifestou talento para a pintura. O artista começou a desenhar aos seis anos e aos nove participou da restauração da igreja de Brodowski, auxiliando os pintores italianos. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, para frequentar a Escola Nacional de Belas Artes. Ainda jovem, ganhou um prêmio de pintura, que permitiu a ele se aprimorar em Paris, na França.
 
Portinari voltou ao Brasil para registrar imagens ligadas ao povo e foi quem melhor retratou a identidade do trabalhador brasileiro. Considerado ícone máximo do Movimento Modernista, ele foi cultuado por muitos de seus contemporâneos. Além de desenhos, pinturas e gravuras, ele se dedicou a pintar painéis e murais. Alguns exemplos são o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e os painéis que decoram o edifício da Organização das Nações Unidas em Nova York. A produção de Portinari é estimada em cinco mil obras.
 
Palácio Anchieta
 
O Palácio Anchieta é uma das mais antigas sedes de Governo do País. O prédio, antes restrito aos governantes, agora, além de cartão postal de Vitória e do Espírito Santo, é ponto de visitação turística.
 
A sede foi aberta à visitação pública em 2009 depois da restauração completa do prédio. Além de capixabas da Grande Vitória e do interior, o prédio é visitado por turistas de quase todos os Estados do Brasil e também por estrangeiros de vários países.
 
Pela sua importância histórica e cultural, o prédio faz parte do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (IPHAN/MINC) e é tombado pelo Conselho Estadual de Cultura.
 
Serviço

Exposição “Portinari na Coleção Castro Maya”
Período: 18 de outubro a 15 de dezembro
Horário e dias de funcionamento: De terça a sexta-feira – das 09 às 17 horas; Sábado, Domingo e Feriados - das 09 às 16 horas.
Local: Salão Afonso Brás, no Palácio Anchieta – Centro de Vitória
Entrada gratuita

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